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Cajuína: a bebida símbolo do Piauí e do verão teresinense
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Cajuína: a bebida símbolo do Piauí e do verão teresinense

Por João Lucas18 de maio de 2026

Dourada, cristalina e geladíssima: a cajuína é a bebida que define o Piauí. Tombada como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Iphan, ela é mais do que um refresco — é símbolo de identidade, hospitalidade e memória afetiva para qualquer teresinense.

O que é cajuína

A cajuína é o suco clarificado do caju, sem álcool e sem adição de açúcar. O processo de fabricação é artesanal e exige paciência: o suco fresco do caju passa por uma clarificação (geralmente com gelatina ou clara de ovo), depois é engarrafado e levado ao banho-maria, onde caramaliza e ganha a cor âmbar característica.

Diferente do suco de caju

Muita gente confunde, mas cajuína não é suco de caju. O suco comum é turvo, ácido e geralmente adoçado. A cajuína é cristalina, levemente adocicada pelo próprio cozimento e tem um sabor mais suave, quase de mel. É também muito mais leve e refrescante, ideal para o calor de 38ºC que costuma castigar Teresina entre setembro e dezembro.

Uma bebida com história

A cajuína começou a ser produzida no século XIX em fazendas do Piauí. Ganhou fama nacional quando Caetano Veloso compôs "Cajuína", em homenagem ao amigo piauiense Torquato Neto. Hoje, é vendida em padarias, restaurantes e supermercados de toda Teresina, em garrafas de vidro que se tornaram um souvenir clássico para quem visita o estado.

Onde encontrar boa cajuína em Teresina

As marcas mais tradicionais incluem São Geraldo, Pingo de Ouro e Mãe Natureza. Você encontra cajuína gelada em quase todo restaurante regional da cidade, e em feiras como a Feira da Praça da Bandeira, onde produtores menores vendem versões artesanais em garrafas reaproveitadas. Algumas cafeterias modernas têm começado a usar cajuína em coquetéis sem álcool, drinks autorais e até em sobremesas.

Combinações que funcionam

A cajuína acompanha praticamente tudo na cozinha piauiense, mas brilha mesmo ao lado de pratos salgados e fortes:

  • Carne de sol com macaxeira, equilibrando o sal;
  • Maria Isabel, suavizando a riqueza do prato;
  • Paçoca, refrescando o paladar entre as garfadas;
  • Sobremesas com coco e doce de leite, em harmonização menos óbvia.

Beber cajuína em Teresina é uma experiência cultural completa. Em uma tarde quente, com a garrafa suada na mesa, ela representa tudo o que o Piauí tem de melhor: simplicidade, calor humano e um sabor que não se encontra em nenhum outro canto do Brasil.

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João Lucas

Sobre o Autor: João Lucas

Editor chefe e especialista em marketing do Restaurantes The.
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